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por Sidnei Ferreira de Vares

“A humanidade é desumana”, como diz Renato Russo, mas fico em dúvida se ainda temos “chances” de modificar essa condição. E quando o assunto é política minha desconfiança aumenta progressivamente (conquanto esse discurso de “progresso” já não esteja mais em voga). As últimas eleições presidenciais são prova disso.

Os dois candidatos, Serra do PSDB e Dilma do PT, mais se atacaram do que discutiram propostas. Ainda bem que tenho TV por assinatura, o que me permite dedilhar o controle remoto e me livrar das abobrinhas ofensivas que ambos despejaram na latrina televisiva.

Os jornais paulistanos de grande circulação (Folha de São Paulo e Estado de São Paulo), não esconderam em momento algum sua simpatia pelo candidato do PSDB. Jornalismo imparcial? Claro que não. Veja versus Época. E os comentários da Miriam Leitão na CBN? Saudades do Observatório de Imprensa, conduzido por Alberto Dines, na Cultura. Será que o programa ainda existe? Depois da substituição de Markun, penso que não.

A internet também não escapou ao jogo ofensivo. É o marketing político se renovando. Do simples e-mail aos sites de relacionamento, tudo, nessa época de eleição, desemboca em provocação política. Mas, dessas provocações, uma me chamou a atenção: “Dilma Terrorista”.

Já imagino a Dilma (cujo sonho de vê-la na Play-Boy não escondo à ninguém), com turbante e repleta de bombas junto àquela cinturinha. Quem sabe Lula com o controle na mão para detonar os explosivos. Que bobagem!

Tanto Dilma quanto Serra se opuseram de maneira digna àquela horrenda ditadura que marcou a história do país entre os anos de 1964 e 1985. É que naquela época, uma parcela significativa dos estudantes universitários, estava mais preocupada com a política do que com as colegas desfilando de vestidinho curto.

Entre a Dilma “Talibã” e a Geise Arruda da UniBan, penso que esta seja mais explosiva do que aquela. Fica ai, minha indignação frente à midiática mídia, que constrói mitos e demole ídolos com a mesma facilidade. 

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