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Por Cintya Totti

Ao ignorarmos o funcionamento da sociedade e nos percebermos a nós mesmos e tudo aquilo que nos cerca, em geral, acabamos por notar que há infindáveis formas de distração que nos faz adiar ou simplesmente ignorar nossa existência e nossas atitudes do ponto de vista individual. O resultado é que o alicerce da vida contrariado acaba danificado e, portanto, perdido em meio a tantas obrigações sociais.

O reflexo disso me remete à figura de um polvo gigante, cujos tentáculos estendem-se para todas as áreas da vida humana. As escolhas dos indivíduos ficam limitadas e em geral, não refletem interesses apropriados. Basta observarmos as preocupações e ocupações existentes, podemos dizer que essa engrenagem recursiva, convém apenas para a perpetuação das práticas de consumo, o que pressupõe desperdícios.

Extrair esses interesses lapidados que nos fora inseridos como verdades absolutas desde o nascimento é um exercício exaustivo, devido à combinação comodista, determinada pelo ciclo limitado ao conhecimento, o que não significa que não haja prazer ao ganhar a liberdade que somente o conhecimento proporciona. Bourdieu deu a isso, a classificação de “Capital Cultural”.

Todo o sistema educacional, atualmente nada mais é do que uma indústria que prepara os seres humanos para papéis ocupacionais majoritariamente predefinidos. Esse artifício tornou-se tão habitual, que muitos consideram o trabalho como parte do instinto humano. Isso me preocupa, pois, receio ser um tipo de violação do potencial humano. E isso não significa apologia discreta à vadiagem, na verdade, trata-se exatamente do contrário.

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